Hoje aconteceu o enterro do jornalista Ricardo Boechat. Anos de carreira, jornal, TV e rádio, claro aliados à competência fizeram dele uma figura conhecida nacionalmente. Mas ser conhecido não é suficiente... é preciso também ser respeitado, algo que o jornalista conseguiu através da seriedade de seu trabalho.
Vi muita gente elogiando... pessoa conhecida, andava de taxi, gravava mensagens para os taxistas.. Vi há alguns dias Boechat tendo um faniquito por uma coisa errada no programa de rádio... mas vi um homem admirado, sempre sorrindo e transparecendo estar de bem com a vida sempre...
Vi algo curioso... uma declaração de sua mãe no funeral... ainda que fazendo o funeral do filho, algo que nenhum pai ou mãe deveria ter que passar... Enfim, dona Mercedez Boechat falou do filho, da admiração que sente por ele, por suas conquistas e uma coisa chamou-me a atenção: em meio ao sofrimento, à dor da perda, dona Mercedez, argentina, defendeu o povo brasileiro, dizendo que o povo precisa de respeito, de melhores condições, etc etc. Isso me lembra algo que como pessoa e como professora sempre tenho em mente: os filhos são, na maioria das vezes, um eco daquilo que são os pais...
Uma mulher que acaba de perder seu filho de forma trágica acha forças para defender um povo que foi por ela adotado... Agora a gente sabe de onde vem aquela voz que tantas coisas descobriu e tanto lutava para defender o certo...
Que nos fique esses exemplos: a simplicidade de Boechat, de ir do taxista aos poderosos do país e de sua mãe, clamando por justiça para todos em um momento único na vida...
Não conheci pessoalmente nem mãe nem filho, mas há certas pessoas que estão sempre por perto, caso de Boechat e seus comentários e colunas em tantos órgãos de comunicação... e dona Mercedez, cuja simpatia já me atraiu pelo ponto comum: ser mãe, uma mãe presente e que pelo visto iluminava o caminho do filho... que também eu possa aprender com tudo isso..
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