sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Descanso


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Claro que descansar é algo maravilhoso. Amo o período de férias, aquele em que seus dias são cheios de coisas que você realmente gosta de fazer, pode acordar quando os olhos se abrirem, pode ficar de pijama/camisola o dia todo e por aí vai... filmes, série de TV, leitura, passeio no shopping, cinema, visitas que em outras épocas são impossíveis de serem feitas, culinária testando coisas novas, música, tocar violão... enfim, quanta coisa boa. 

Mas ´férias é um período que acaba... uma hora ou outra você volta pra sua tão amada rotina de trabalho - e quem diz que não é amada heim? É sim e se você ainda não sabe disso, espero que não descubra por meios não muito legais.
Falo isso porque passo por um período compulsório de descanso. Recuperando-me de uma cirurgia grande que me impossibilita de voltar ao trabalho, cá estou eu, afastada, sem trabalhar, obrigatoriamente fazendo repouso... mentira... Claro que esforços maiores, quaisquer que sejam eles não me são permitidos e eu na verdade nem consigo fazer muitas coisas seguidas.
Essa situação gera estranheza para quem sempre foi muito  e extremamente ativa, de manhã até a noite. Hoje, tudo que faço sinto como esforço e tenho que parar, me recuperar e retomar a atividade. Isso está fazendo com que eu aprenda a ter foco nas coisas, em uma de cada vez... porque é assim que posso fazer as coisas atualmente..
Muitas vezes também me pego sentido-me só... Acredito que seja pela falta de contato constante com as pessoas, coisa que tinha diariamente... Mas como tudo passa, também esse sentimento é algo que vai e volta, porém contra o qual tenho que constante e ininterruptamente lutar.
Não admito o pessimismo em minha vida... acredito no belo, no bom, na alegria e na esperança. Sofro portanto muito mais quando me pego sentindo outras coisas... aí é que entra a fé.. A fé em Deus que tudo cuida e a todos ampara...
Recuperar-se é muito bom, mas é preciso disciplina, mesmo sem fazer nada... separar os livros certos para ler, ter sempre coisas com que preencher seu tempo e se descobrir uma pessoa que sabe lidar com tudo isso.
Nesses períodos percebe-se que o que antes era tão importante se torna tão inútil e o contrário também. Mas tudo na vida tem um sentido... e tudo serve para seu crescimento e aprendizado... então... vamos aproveitar muito bem esse tempo de descanso.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Falar somente verdade... ou não?


Eu vi essa palavra há algum tempo, num artigo de um jornal. Me interessou porque lembrou-me de sinceridade, essa quando falamos o que nos passa na mente e no coração,porém levando em conta o efeito que isso causará no outro.
Sinceridade+ suicídio = sincericídio. Claro, daí a palavra chamar tanto a atenção. Conheço e conheci algumas pessoas praticantes do sincericídio. Quase sempre tudo o que falavam doía a quem ouvia porque vinha carregado da falta de respeito e sensibilidade para com o sentimento do outro. E muita gente chama isso de sinceridade. Ser sincero leva em conta o sentimento da pessoa, existe o respeito, a consideração... considera-se um limite para o que se fala.
Já pensou todo mundo falando a verdade? Me lembro de dois filmes que, de modo irônico tratam desse assunto: O Mentiroso, no qual Jim Carey passa um dia inteiro sem mentir pelo desejo de aniversário do filho e O Primeiro Mentiroso, filme no qual existe uma cidade onde não se mente... até a primeira pessoa resolver mentir.. Complicadíssimo. Em uma situação como a de O Mentiroso é algo terrível. Não é que todo mundo mente, mas falar a verdade- ou em outras palavras, jogar a sua verdade na cara das pessoas o tempo todo daria certo? Você já tentou fazer isso?
Recomendo esses dois filmes a serem assistidos com uma visão crítica,  voltada para a  relação com as pessoas, respeito e uma reflexão sobre a necessidade real de praticar o sincericídio.
Vários pensadores modernos vem citando a questão da empatia, o colocar-se no lugar do outro. Quer uma sociedade melhor? Pratique a empatia, considere o que o outro pode sentir, pensar ao ouvir o que você tem a dizer. Acredito que estamos aqui para alimentar a esperança, fazer o outro acreditar mais em si, praticando a empatia que nos faz estar no lugar do outro, sentir o que ele sente... não para causar mais mágoa, decepção e desencontro... para essas coisas não se precisa nem fazer força... o mundo já está cheio delas....

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Ricardo Boechat




Hoje aconteceu o enterro do jornalista Ricardo Boechat. Anos de carreira, jornal, TV e rádio, claro aliados à competência fizeram dele uma figura conhecida nacionalmente. Mas ser conhecido não é suficiente... é preciso também ser respeitado, algo que o jornalista conseguiu através da seriedade de seu trabalho.
Vi muita gente elogiando... pessoa conhecida, andava de taxi, gravava mensagens para os taxistas.. Vi há alguns dias Boechat tendo um faniquito por uma coisa errada no programa de rádio... mas vi um homem admirado, sempre sorrindo e transparecendo estar de bem com a vida sempre...
Vi algo curioso... uma declaração de sua mãe no funeral... ainda que fazendo o funeral do filho, algo que nenhum pai ou mãe deveria ter que passar... Enfim, dona Mercedez Boechat falou do filho, da admiração que sente por ele, por suas conquistas e uma coisa chamou-me a atenção:  em meio ao sofrimento, à dor da perda, dona Mercedez, argentina, defendeu o povo brasileiro, dizendo que o povo precisa de respeito, de melhores condições, etc etc. Isso me lembra algo que como pessoa e como professora sempre tenho em mente: os filhos são, na maioria das vezes, um eco daquilo que são os pais...
Uma mulher que acaba de perder seu filho de forma trágica acha forças para defender um povo que foi por ela adotado... Agora a gente sabe de onde vem aquela voz que tantas coisas descobriu e tanto lutava para defender o certo...
Que nos fique esses exemplos: a simplicidade de Boechat, de ir do taxista aos poderosos do país e de sua mãe, clamando por justiça para todos em um momento único na vida...
Não conheci pessoalmente nem mãe nem filho, mas há certas pessoas que estão sempre por perto, caso de Boechat e seus comentários e colunas em tantos órgãos de comunicação... e dona Mercedez, cuja simpatia já me atraiu pelo ponto comum: ser mãe, uma mãe presente e que pelo visto iluminava o caminho do filho... que também eu possa aprender com tudo isso..
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


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Dias de Chuva

Adoro o sol, dias luminosos... claro que não é necessário o exagero dos últimos dias, porém sempre gostei de me sentir "aquecida" pela luz do sol. Dai, dias de chuva que seguem mesmo no Verão muitas vezes me deixam meio deprimida.. Achei que era uma melancolia natural minha que se manifestava.. Mas olha que interessante.
De acordo com estudos da Universidade de São Paulo, pelo professor e psiquiatra Acioly Lacerda, a falta de luminosidade causa mudanças na melatonina, hormônio secretado pelo cérebro durante a noite e inibido pela manhã com retorno da luminosidade natural.Daí, pouca luz, mais melatonina, ou seja, o sol é maravilhoso. Dias como esses, de chuva e sem sol me lembram muito uma canção dos Carpenters, dupla dos anos 70 que sim, cantam muita dor de cotovelo, muito romantismo, uma sofrência com qualidade na minha opinião.
É deles uma música que disponho aqui chama Rainy Days and Mondays - Dias Chuvosos e segundas-feiras, que em sua letra explicita tudo isso: Dias chuvos e segundas-feiras sempre me deixam pra baixo.Vem aquela melancolia, aquela saudade de nada específico, enfim, junto com todo o resto
Que coisa né? Ainda bem que o problema não é só meu não, mas de todas as pessoas que estão vendo e sentindo a mesma coisa por aí. Daí vem junto com o aumento desse hormônio a sonolência, falta de vontade de sair da cama ou do sofá, enfim, pra sair de tudo isso só um bom filme e uma pipoquinha.


É mais um daqueles casos que a gente sempre tem que achar uma saída para a melancolia, nos reconstruindo por dentro, nos erguendo a cada minuto, lutando contra os pensamentos sem sol que nos invadem sem cessar. O sol pode não brilhar lá fora, mas deve sempre estar presente dentro de nós...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Tristeza

A tristeza muitas vezes é um córrego de águas tranquilas, que apenas passa pelo nosso coração e mente mas nada move ou tira do lugar. Outras vezes é um rio violento, cheio de corredeiras, que passa por cima de rochas, galhos como se não fossem nada, sendo coisas que apenas existem de modo secundário.. Nessas tantas vezes ela te domina, te faz se sentir a última das criaturas, faz a lágrima escorrer como se jamais houvesse outra expectativa.
Parece nesses momentos que tudo aquilo não vai acabar... aí vc se lembra da pessoa que não te procurou, dos dias tão difíceis pelos quais a gente já passou... daquilo que se falou e não se pode voltar atrás... do amor esperado que nunca mais voltou... da doença que ataca seu corpo e contra a qual você é completamente inútil.
E aí você pensa, pensa e pensa e tudo o que vêm à sua mente são negativismos de todo tipo... e você vai caindo, caindo, caindo.. é como estar em um toboágua, sabe aqueles brinquedos que terminam na piscina e quando você entra neles não tem jeito de sair... você só cai...
E aí, como lidar com essa tristeza que vez em quando nos assola? Isso quer dizer que somos infelizes? De modo algum... felicidade não tem nada a ver com momentos de tristeza ou de alegria.. é uma outra história, um outro estado de espírito.. para outra reflexão.
Se não reagir acaba por chegar ao desânimo, depressão, síndome do pânico e sei lá mais que possa aparecer. Não se nasce com problemas... eles vem ao nosso encontro e nós os adquirimos ou não...Nós deixamos que domine nossa vida ou não..
E como vencer isso tudo? Para mim, nesses momentos, só há uma resposta: a fé.. Assim, pura e simples fé... Já dizia Gonzaguinha: Fé na vida, fé no homem, fé no que virá... nós podemos tudo, nós podemos mais'. 
Assim, música boa, que te põe pra cima, que eleva seus pensamentos, sua sintonia, sua alma... Seja quem for, seja de quem for... Boa leitura... coisas bonitas que te fazem pensar a vida de modo diferente... Se você é religioso, ótimo, exercite a leitura do livro dos livros, a Bíblia.. se você não é busque coisas boas, que façam com que você se sinta gente novamente, pessoa com alma, alegria, que conquista...
Veja filmes bons, inspiradores... ouça histórias de superação... sim, a tão falada auto-ajuda que sempre foi tão subestimada, mas que tem a hora certa para entrar em nossa vida.
Viva, recupere a consciência do ser humano maravilhoso que você é...
Como dizem: - e pra mim é assim - me mostre o tamanho do problema e eu te mostro o tamanho do meu Deus...
Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... especial pra você... que precisa lembrar o tamanho da sua própria pessoa...

domingo, 3 de fevereiro de 2019


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Deficiências

Deficiência é uma palavra ampla. Somos todos deficientes em alguma coisa. Claro que a primeira deficiência que nos vêm à mente é a física. E o que é fato é que é complicado também lidar com a existência dessa deficiência. Falta de locomoção, visão ou qualquer outra situação que nos limite ou a alguém que amamos torna a vida mais complicada, pelo menos até que aprendamos a lidar com tudo isso. Hoje existem leis que protegem os deficientes físicos de qualquer natureza em situações mais diversas. E assim deve ser mesmo, facilitando a vida de quem precisa em seu dia-a-dia lidar com muitas dificuldades.
 Mas será que é só isso? Posso me considerar "normal" por simplesmente não ter uma deficiência física? Até o dicionário discorda. Veja o que diz o Houaiss:
substantivo femininoInsuficiência orgânica ou mental.Defeito que uma coisa tem ou perda que experimenta na sua quantidade, qualidade ou valor.

Sinônimos de Deficiência

Deficiência é sinônimo de: faltafalhaimperfeiçãocurteza
Falha, imperfeição e atire a primeira pedra quem não é falho, quem nunca perdeu, quem pensa que é tão mentalmente desenvolvido que não experimenta insuficiência. Muitas vezes me pego vendo reportagens, depoimentos ou mesmo conversando com pessoas a respeito de seres humanos como eu que encaram as deficiências físicas como se fossem nada, superando os obstáculos e fazendo tudo acontecer como se aquilo não existisse. Pessoas que são exemplos para todos. Mas como eu disse será que posso me considerar normal? Será que nada tenho de diferente de outras pessoas? 
Meu recado de hoje é: lide com as suas próprias deficiências antes de buscá-las nos outros. Vamos tentar viver de modo que o que ressalta, não aos olhos dos outros, mas aos nossos próprios, sejam as qualidade, o que temos  a mais e não o que nos falta... Vamos cultivar um olhar diferente sobre o mundo, enxergar todas as coisas de um outro modo, com outra perspectiva..
E pra completar o lindo poema de Mário Quintana, o qual, na verdade, originou esse texto:

DEFICIÊNCIAS ( Mario Quintana )

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive,
sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria,
e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
"A amizade é um amor que nunca morre."
Mario Quintana (escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e morto em 05/05/1994 .

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Problema de saúde...

Esse, é claro, seria meu primeiro tema abordado... há alguns dias passei por uma cirurgia muito grande... sem escolha, apenas obrigatória... fácil? De jeito nenhum... E como lidei com isso? Do mesmo jeito que lido com tudo... com a fé em primeiro lugar... crendo que Deus sabe o que nos serve e o que precisamos... de verdade..
Como diz o pe.Fábio de Melo, por quem tenho uma profunda admiração... o que precisamos? um prato de salada de rúcula ou um bolo de chocolate??
Difícil decidir né? kkkk
Difícil mm é aceitar que precisamos da rúcula, ela sim que por vezes nos alimenta e fornece o que precisamos de nutrientes.
Creio que nossos problemas de saúde são assim... um prato de rúcula para nossa alma... é tirar a lição da situação imposta... sem questionar o porquê... querendo saber para quê...

Assim encarei meu problema de saúde e um tratamento que apenas começou
E você... como lida com isso??

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Vencendo sempre


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Períodos difíceis

Atravessar períodos difíceis sempre atravessamos. Mas atravessar períodos dificeis por conta de uma doença é que muda tudo. Afinal, como se diz tanto por aí: sem perguntar porque? perguntar para que? Para que me serve estar doente? Qual a lição que devo tirar disso tudo que passo e sinto?
Descobrir que tinha um tumor no intestino levou alguns dias para ser processado pela minha mente. No início fiquei muito perdida, transtornada até mas encarando tal situação como se fosse um tratamento dentário... algo rápido e simples.. que com o passar dos dias não se mostrou assim tão básico.
Descobrir que tinha um tumor no intestino levou alguns dias para ser processado pela minha mente. No início fiquei muito perdida, transtornada até mas encarando tal situação como se fosse um tratamento dentário... algo rápido e simples.. que com o passar dos dias não se mostrou assim tão básico.
Tentei nunca me perguntar porque eu? Mas qual a lição que vou tirar daqui uma vez que a situação me foi imposta. Não fui questionada se queria ou não ter essa doença... se queria ou não passar por um período difícil sem saber como me sairia daí.
Então, velha história... aquela do limão... vamos fazer uma limonada....
Sempre gostei muito de ler, e em momentos como esse de que me valeria todo meu conhecimento se não pudesse utilizá-lo para alguma coisa útil?
Sempre fui uma pessoa de fé e em momentos como esse de que me valeria tudo que sempre professei como fé, fosse qual fosse o local ou a religião se não pudesse utilizá-la para alguma coisa útil?
Assim a fé unida ao conhecimento foi crescendo dentro de mim, dia-a-dia, trazendo gostas minúsculas de otimismo, ajudando-me a enfrentar cada etapa do tratamento que está em seu início... partindo para uma cirurgia grande e delicada com a certeza de que Deus guiava cada mão que tocasse em mim, ajudando-a a retirar a ferida que tanto incomodava.
E a primeira coisa que percebi nessa batalha foi exatamente que cultivar a vida em mim, com pensamentos dignos e bons, com ideias positivas, com a luta constante para superar os pensamentos negativos e as ideias que insistem em se instalar por dentro da gente é que valia a pena... não mais o que o outro faz e pensa... não mais o que esperam de mim... mas o que eu mesma quero que aconteça e no que quero que minha vida se transforme...
A vida se transforma quando chegamos perto da morte. A morte não tem apenas a função de nos separar de quem amamos... ela tem também a função de elevar nosso conceito de vida, do que é importante destacar e cultivar nessa vida...

É com as coisas ruins que muitas vezes aprendemos a valorizar o que é bom e lutar por isso... para enfim encontrarmos nosso eu verdadeiro e nossa paz interior tão almejada...